Foto: Globo/ Maurício Fidalgo
A cantora Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de complicações provocadas por um câncer no intestino. A artista estava em tratamento nos Estados Unidos, onde se submetia a terapias experimentais contra a doença diagnosticada em janeiro de 2023.
Após um ciclo inicial de quimioterapia e radioterapia no Brasil, Preta passou por uma cirurgia para retirada de tumores em agosto de 2024. No entanto, o câncer voltou a se manifestar em outras regiões do corpo, exigindo novas intervenções médicas.
Nos Estados Unidos, ela estava hospedada em Nova York e se deslocava regularmente até Washington para continuar o tratamento em um centro especializado em oncologia. A família acompanhava de perto a luta da artista, que sempre se mostrou pública e corajosa em relação à sua batalha contra a doença.
Filha do cantor Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, Preta Gil também era sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Ela iniciou sua carreira artística como produtora e publicitária, mas foi aos 29 anos que decidiu seguir o caminho da música, lançando seu primeiro álbum e consolidando seu nome na cena artística brasileira com sua autenticidade e irreverência.
Preta deixa um legado marcante na música, na luta por representatividade e no combate ao preconceito. Mãe de Francisco Gil, fruto de seu casamento com o ator Otávio Müller em 1994, a cantora também era irmã de Pedro e Maria, do mesmo casamento de seus pais, e de Nara, Marília, Bem, José e Bela Gil, frutos de outras relações de Gilberto Gil.
A morte de Preta Gil representa uma perda profunda para a cultura brasileira e para todos que acompanharam sua trajetória artística e pessoal, marcada por força, carisma e generosidade.
*Com informações do portal G1
